Como ser segurança de banco em 4 passos

Atualizado em: 3 de fevereiro de 2023

A segurança de instituições financeiras é um assunto muito sério e exige profissionais com qualificação e preparo para atuar na área, com a grande responsabilidade de proteger o patrimônio e as pessoas. Mas você sabe o que é preciso e como ser segurança de banco? Neste artigo, você vai descobrir 4 passos para se preparar para exercer essa função, considerando os requisitos exigidos, a formação necessária e outras informações úteis. Confira!
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Como funciona a segurança privada no Brasil

A segurança privada corresponde a um conjunto de atividades voltadas para a proteção de pessoas, lugares ou bens materiais. Esse tipo de segurança tem o caráter preventivo, buscando evitar e minimizar ocorrências criminais de qualquer gênero. Isso quer dizer que vigilantes não têm autoridade ou o direito de prender ou punir os transgressores, sendo essa uma competência apenas das forças policiais federal, civil ou militar.A atuação da segurança privada no Brasil é regulamentada pela Lei nº 7.102, de 20 de junho de 1983. A legislação determina o escopo das atividades de vigilância patrimonial, escolta armada, transporte de valores, segurança pessoal e cursos de formação e treinamento para vigilantes.Quem fiscaliza e autoriza o funcionamento das empresas de segurança privada é a Polícia Federal. A Portaria 3.233/2012 regulamenta as atividades de segurança armada ou desarmada que podem ser oferecidas pelas empresas especializadas. Além disso, fiscaliza os profissionais que nela atuam e regula os planos de segurança para os estabelecimentos financeiros.

Com ser segurança de banco: passo a passo

Para atuar na segurança privada, especificamente como segurança de banco, não é necessário ter uma graduação técnica ou universitária, mas quem tem interesse em atuar na profissão deve fazer obrigatoriamente um curso de vigilante, que prepara a pessoa para exercer o cargo de forma adequada, seguindo todos os protocolos necessários. Isso é fundamental para que esses profissionais garantam a sua própria segurança, da instituição financeira e das pessoas que frequentam os locais sob sua proteção.De modo geral, o processo para ser segurança de banco é simples. Isso faz da profissão uma ótima alternativa de carreira para quem busca entrar no mercado de trabalho de forma rápida. No entanto, é preciso ressaltar que existem alguns requisitos básicos: a legislação determina que é preciso ter no mínimo 21 anos, estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, ter um bom condicionamento físico e mental e não ter pendências com a justiça, ou seja, possuir um atestado negativo de antecedentes criminais.Se você cumpre essas exigências e tem interesse na carreira, então confira a seguir um passo a passo para seguir a profissão de segurança de banco.

1- Matricule-se em um curso profissionalizante

O primeiro passo para ser segurança de banco é fazer um curso profissionalizante para vigilante, que é ofertado pelas chamadas Escolas de Formação de Vigilantes. Antes de ingressar em qualquer uma delas, é essencial verificar se a instituição de ensino é reconhecida e regulamentada pela Polícia Federal. Esse cuidado vai garantir a validade e a credibilidade da sua certificação. Para matricular-se em qualquer tipo de curso de segurança privada, seja de formação inicial, extensão ou até mesmo de reciclagem, é exigida a seguinte documentação:
  • Carteira de Identidade e Cadastro de Pessoas Físicas (CPF)
  • Certificado de Reservista (para homens, com regularidade verificada automaticamente pelo Sistema de Gestão Eletrônica de Segurança Privada (GESP))
  • Título Eleitoral (regularidade verificada automaticamente pelo Sistema GESP)
  • Atestado psicotécnico
  • Atestado de sanidade física e mental
  • Certidões negativas de antecedentes criminais fornecidas pelas Justiças Federal, Justiça Estadual, Militar Estadual e da União, e Criminal Eleitoral
  • Comprovante de conclusão ou histórico escolar comprovando no mínimo o 5º ano do ensino fundamental (equivalente à quarta série do antigo 1º grau)
  • Comprovante atualizado de residência
  • Número de telefone atualizado do vigilante

2- Obtenha a aprovação no curso profissionalizante

Em contrapartida à vantagem da baixa escolaridade para se trabalhar como segurança de banco, há a exigência indispensável da certificação da formação, outorgada pela Política Federal. Isso visa garantir que esses futuros profissionais compreendam as responsabilidades e deveres da função e abrange desde noções de defesa e segurança, a estratégias de atuação em momentos de crise, uso correto dos equipamentos de segurança e armas permitidas, entre outros pontos. Normalmente, a capacitação tem uma carga horária de 200 horas, com as seguintes disciplinas teóricas e práticas:
  • técnicas de defesa pessoal
  • primeiros socorros
  • aulas de tiro e armamento
  • sistema de segurança pública
  • direitos humanos
  • combate ao crime organizado
  • segurança eletrônica
  • gerenciamento de crises
  • prevenção
  • combate a incêndios e relações humanas no trabalho

3- Obtenha a homologação do certificado de aprovação

Após a conclusão bem-sucedida do curso, é preciso homologar o certificado com a Polícia Federal. O processo é feito pela própria escola de formação de vigilantes em que o treinamento foi realizado e que previamente homologou também a turma do curso frequentado. O processo é realizado pelo Sistema de Gestão Eletrônica de Segurança Privada (GESP), que notifica a escola, caso alguma irregularidade ou pendência seja identificada. Por isso, é importante pesquisar bem para escolher um curso oferecido por uma instituição idônea e regulamentada.

4- Candidate-se a vagas

Com um diploma na mão, você poderá ingressar no mercado de trabalho. Esse é o momento de procurar vagas para segurança de banco em sites de busca de emprego, em empresas especializadas na oferta de mão de obra terceirizada ou diretamente nas instituições financeiras onde se deseja trabalhar.Lembre-se de que uma boa candidatura precisa de uma documentação bem feita para ter destaque. Prepare um bom currículo profissional mostrando sua trajetória de forma clara e objetiva, destacando experiências que ajudaram você a crescer e a desenvolver habilidades importantes para a função. Uma dica é elaborar também uma carta de apresentação para mostrar seu interesse em fazer parte da equipe e de que forma você pode contribuir com a empresa.Também vale a pena se preparar para a entrevista. Destaque suas habilidades e experiências e enfatize seus pontos fortes. Lembre-se de que essa conversa com recrutadores é muito importante e pode ser responsável por garantir ou não a vaga a você. Por isso, vista-se de acordo e preze pela boa comunicação. Isso é importante para evitar uma primeira má impressão.Leia mais:

O que a Polícia Federal sugere para o perfil profissional de um vigilante

O perfil profissional de um vigilante é composto por diversas características extremamente necessárias para o exercício exemplar e seguro da profissão. O Departamento de Polícia Federal, em 2012, divulgou a Portaria Nº 3.233/2012-DG/DPF para auxiliar as empresas na contratação de vigilantes. Segundo esse documento, o perfil profissional de um vigilante deve ter as seguintes características:
  • Preventivo/ostensivo: o vigilante precisa estar visível para o público em geral, pois sua presença à vista, por si só, já inibe ações criminosas.
  • Proatividade: esses profissionais devem ter a capacidade de prever e antecipar qualquer evento perigoso a partir da observação. O objetivo é impedi-los ou minimizar resultados negativos, além de ajudar os agentes de segurança pública, sempre que necessário.
  • Relações públicas: vigilantes precisam ter uma boa relação com a sociedade, transmitindo a confiança necessária e oferecendo o atendimento adequado à cada situação.
  • Vigilância: esta característica está relacionada à movimentação do profissional. Pessoas nessa função precisam estar sempre alertas e serem dinâmicas para fazerem um bom trabalho.
  • Direitos humanos: todos profissionais precisam respeitar a diversidade e a dignidade das pessoas. Isso é essencial porque vigilantes atuam diretamente com o público e não podem fazer qualquer distinção ou discriminação.
  • Técnico-profissional: esta habilidade óbvia diz respeito à capacidade de o profissional colocar em prática todo o conhecimento obtido nos cursos de formação.
  • Adestramento: a pessoa precisa ter o domínio da defesa pessoal e ter um bom preparo físico para agir quando necessário. Além disso, também é essencial que saiba reagir de forma proporcional a cada situação, utilizando armas de fogo, se autorizadas, apenas em último caso.
A Associação Brasileira dos Cursos de Formação e Aperfeiçoamento de Vigilantes (ABCFAV) também destaca algumas características para um segurança, como: civilidade, cortesia, boa comunicação, honestidade, coragem e bravura. Todas são importantes para que a função seja exercida da melhor forma e atinja os objetivos propostos do cargo de vigilante. Mas, não se preocupe, caso você ainda não tenha alguma delas, saiba que todas podem ser desenvolvidas ao longo do processo de formação profissional em segurança de banco.
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