As dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho

Atualizado em: 12 de fevereiro de 2023

O desemprego no Brasil é assunto recorrente e, ainda que a taxa apresente melhoras em determinados momentos, o número total de pessoas sem ocupação segue elevado ao longo dos anos. Essa preocupação é pauta de constantes discussões e projetos de lei e as dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho estão entre os temas do debate. A categoria tende a sofrer mais para conseguir um emprego, em razão da inexperiência e da pouca maturidade profissional. Se você se encaixa no cenário descrito, este artigo traz os principais pontos de reflexão sobre que obstáculos você encontrará e algumas maneiras para contornar as adversidades.
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Qual é o conceito de juventude e a partir de que idade as pessoas podem trabalhar no Brasil

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a juventude compreende o período que se estende dos 15 aos 24 anos de idade e esse é o mesmo entendimento do Ministério da Saúde. Todavia, a legislação trabalhista brasileira permite o trabalho com 14 anos, na condição de aprendiz, e estabelece as diretrizes para que as organizações possam empregar jovens. A lei 10.097, popularmente conhecida como Lei da Aprendizagem, é um importante instrumento de inclusão social e objetiva ampliar as oportunidades para quem está em busca do primeiro emprego, além de incentivar a qualificação teórica e prática.

Quais são as dificuldades da inserção de jovens no mercado de trabalho

Existem diversos fatores que dificultam a entrada de jovens no mercado de trabalho, sendo os principais:

1) Falta de experiência

Talvez o motivo mais significativo para que as empresas evitem admitir jovens em seus quadros é a falta de experiência profissional. Como boa parte dessas pessoas ainda está cursando o ensino médio ou frequentando a faculdade, ainda tem pouca vivência prática e conhecimento restrito sobre a dinâmica do mercado de trabalho, o que pode dificultar a sua contratação.

2) Pouca maturidade profissional

Jovens costumam não ter as qualificações profissionais necessárias para assumir riscos, encarar grandes desafios ou tomar decisões mais estratégias. Ao contrário, essas pessoas ainda estão em fase de aprendizado e adaptação e muitas competências técnicas e comportamentais virão com o passar do tempo.

3) Escassez de vagas

O número de oportunidades destinadas a aprendizes ou a jovens em início de carreira costuma ser insuficiente para atender à demanda. Quando disponibilizam esse tipo de vaga, muitas empresas podem fazer certas exigências, como o conhecimento prévio em softwares específicos ou a flexibilidade para trabalhar em determinados horários, nem sempre compatíveis com as atividades acadêmicas, inviabilizando a candidatura. Some-se a isso o elevado contingente de pessoas tentando conseguir o primeiro emprego.

4) Hesitação da contratante

Os encargos trabalhistas e sociais, tais como o décimo terceiro salário ou o vale-transporte e as contribuições para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) são obrigatórios e similares para qualquer faixa etária. Isso faz com que as empresas deem preferência a pessoas experientes, que possam contribuir de maneira mais efetiva para o alcance das metas planejadas, ao invés de conceder oportunidades de aprendizado a jovens que ainda estão em fase de desenvolvimento das habilidades profissionais.

5) Instabilidade ocupacional

Pessoas muito jovens, que ainda não constituíram família e cujo salário serve apenas para custear gastos pessoais e individuais, podem ser menos comprometidas com o trabalho e com os resultados da organização. Partindo dessa premissa, as empresas tendem a evitar a contratação de quem vive um momento de instabilidade ocupacional e que busca somente a experimentação, até definir com certeza que plano de carreira seguir.
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Como aumentar as chances de conseguir um emprego

Ainda que o cenário pareça desanimador, cada vez mais as empresas e indústrias estão vislumbrando benefícios em trazer jovens para seus quadros, dentre eles a diminuição no valor de encargos e a melhor adequação dessas pessoas à cultural organizacional estabelecida. Mesmo diante das dificuldades para inserção no mercado de trabalho, jovens podem adotar algumas ações para aumentar as suas chances de conseguir um emprego. São elas:

1) Frequentar um curso técnico

Para quem já concluiu o ensino fundamental, ainda está frequentando ou concluiu o ensino médio, é possível optar por fazer um curso técnico, segundo o Ministério da Educação (MEC). Em seu Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) estão dispostas todas as modalidades de educação profissional técnica, divididas por eixos. Nesse documento você encontrará todas as informações relativas à carga horária mínima do curso pretendido, pré-requisitos para ingresso, a legislação pertinente, possíveis campos de atuação e ocupações associadas. Um curso técnico é uma alternativa interessante para adquirir conhecimento prático para quem visa a inclusão no mercado de trabalho em um curto espaço de tempo.

2) Trabalhar em ações e projetos de voluntariado

Ser voluntário significa prestar serviços de forma não remunerada, empregando seu tempo e conhecimento em favor de um grupo ou de uma causa. As possibilidades de atuação são diversas, devem ser coerentes com seus valores e motivações pessoais, e ainda vão servir como experiência para ajudar na sua candidatura. Alguns exemplos de trabalhos voluntários que podem ser incluídos como atividades extracurriculares em seu currículo são:
  • Preservação ambiental: por meio da divulgação de técnicas de conservação do solo, de reciclagem de materiais ou de uso racional dos recursos energéticos.
  • Proteção à infância: através do incentivo à prática de esportes ou da disseminação de rotinas adequadas de higiene e limpeza.
  • Empoderamento feminino: amparando vítimas de abuso, agressão ou negligência familiar.

3) Estruturar um bom currículo e uma carta de apresentação atraente

Enquanto o currículo tem o objetivo de descrever a sua trajetória profissional, formação acadêmica e competências técnicas adquiridas ao longo dos anos, a carta de apresentação deve focar em conquistas adquiridas e habilidades comportamentais coerentes com a vaga pretendida, a fim de chamar a atenção de quem está conduzindo o processo de recrutamento e seleção. Ambos os documentos são importantes, complementares e devem conter informações condizentes com o perfil esperado para o cargo.Leia mais: Como fazer seu primeiro currículo sem ter experiência

4) Buscar por oportunidades continuamente

Embora pareça improvável, existem muitas profissões que não exigem experiência prévia e vagas específicas para quem está iniciando no mercado de trabalho. Além disso, grandes empresas costumam anunciar programas de estágio e trainee para pessoas em busca do primeiro emprego com certa regularidade. Portanto, acompanhe as principais notícias por meio da internet ou da televisão e verifique a oferta em grandes portais de divulgação de vagas para aumentar as suas chances de contratação.Relacionados: Aviso legal: informamos que nenhuma das empresas, instituições ou organizações mencionadas neste artigo é afiliada ao Indeed.
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