O uso do teste palográfico na contratação

Por Equipe editorial do Indeed

Publicado em: 13 de maio de 2022

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Dentre as áreas que requerem atenção especial em uma empresa, o RH se destaca pela responsabilidade direta de colocar as pessoas certas nos cargos certos. A contratação de novos funcionários implica em diferentes formas de avaliação de perfis, como testes de raciocínio lógico, de comportamento e de personalidade. O teste palográfico é um dos instrumentos de avaliação mais conhecidos e utilizados na seleção profissional.

Descubra neste artigo como esse teste funciona e prepare-se para seus futuros recrutamentos.

Teste palográfico, o que é?

O teste palográfico é um teste de personalidade conhecido e utilizado em diversos âmbitos por profissionais da área da psicologia. Trata-se de uma ferramenta validada pelo SATEPSI (Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos) e aplicada em diferentes ocasiões, como no processo de obtenção da CNH (habilitação para dirigir), em provas de concursos públicos e entrevistas de emprego.

No caso de recrutamento e seleção, ele costuma ser a primeira escolha, devido à sua forma de aplicação simples e rápida.

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No que consiste o teste palográfico?

É um instrumento de avaliação psicológica feita por meio de grafismos que tendem a expressar a traços da personalidade humana. Por ele, é possível ver o quão extrovertida, segura, focada e produtiva a pessoa é, bem como de que forma ela lida com pressão, enfrenta situações adversas e outras características de sua personalidade. Apesar da simplicidade, o teste é um adendo interessante para analisar tendências de comportamento e o encaixe da pessoa com certos requisitos da vaga de trabalho.

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Origem do teste

O teste foi criado na Espanha por Salvador Escala Milá e implantado no Brasil nos anos de 1970. A versão validada pelo SATEPSI é a de 2004, desenvolvida por Iraí Cristina Boccato Alves e Cristiano Esteves, estudiosos brasileiros da área, e a facilidade de execução e análise de seus resultados aumentou seu renome no mundo corporativo.

Como o teste é feito?

Para o teste palográfico, são necessários poucos itens: uma folha de papel e caneta ou lápis. De acordo com as orientações de quem o aplica, a pessoa candidata escreve os palos verticais e paralelos. A aplicação do teste dura em torno de 10 minutos.

Nela, é necessária a presença de uma pessoa formada em psicologia e especialista no assunto para que ele seja conduzido de forma ética. Apenas essa categoria profissional tem o conhecimento neurocientífico suficiente para um resultado assertivo. Com esse fim, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) desenvolveu um conjunto de diretrizes que devem ser seguidas para a condução dos testes psicológicos.

Como é a avaliação do teste?

A correção do teste se dá de forma qualitativa e quantitativa. Para isso, é feita a análise da quantidade de palos, da sua inclinação, da distância entre cada um, seu tamanho individual, a distância entre as linhas e margens na folha, entre outros parâmetros.

Através desses quesitos, é possível observar algumas características da pessoa, como:

  • produtividade e ritmo de trabalho

  • rendimento do trabalho e tendência à fadiga

  • autoestima

  • comportamento em diferentes situações

  • relacionamento interpessoal

  • adaptabilidade

  • inteligência emocional

  • concentração

  • capacidade de organização.

Todas essas informações são importantes para o setor de RH no momento da contratação. Embora os testes psicológicos não devam ser os únicos quesitos avaliados, ou mesmo os definitivos, eles ajudam a tornar a seleção mais objetiva e descartar perfis com uma baixa pontuação.

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Vantagens do teste em seleções

Confira abaixo alguns dos benefícios de se utilizar o teste no processo de seleção:

  • Saber com antecedência se a pessoa tem ou não perfil para se enquadrar na cultura da organização, o que reduz o custo com demissões e treinamentos para mudanças de cargo.

  • Antever a forma como a pessoa se relacionará dentro de empresa. O objetivo é evitar ao máximo conflitos e perda de produtividade.

  • Precisão nas admissões. Com o teste, tem-se uma análise prática das características que a empresa busca para cada contratação.

Para quem se candidata, ele possibilita que a pessoa seja relacionada a uma vaga mais condizente com sua personalidade. Por exemplo, existem profissões que requerem facilidade de comunicação. Se a pessoa for muito introspectiva, pode não se dar bem nesse emprego ou, pelo menos, nesse cargo. De acordo com os resultados, o RH também pode direcionar setores para os quais a personalidade da pessoa seria melhor aproveitada profissionalmente.

Também existem outros instrumentos regulamentados que podem ser aplicados durante o processo de contratação, como testes de raciocínio lógico, habilidades e de programas específicos utilizados no cargo. Se você vai passar por entrevistas de emprego, é importante conhecer as diferentes ferramentas que poderão ser utilizadas para saber melhor quem você é e o que se pode esperar de seu perfil pessoal.

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